sexta-feira, 16 de março de 2012

Não gosto de pessoas que falam flores e agem espinhos. Não gosto de "pessoas-contradição".
(Angélica Tasso)

quarta-feira, 14 de março de 2012

É assim!

       Meu coração ora está ocupado, ora vazio... Algumas vezes coloco plaquinha de aluga-se, em outras chamo o Batalhão de Choque para que seja feita a reintegração de posse.
(Angélica Tasso - julho/2011)

DESEJO

Palavra linda que cabe um mundo de coisas ou apenas uma coisa com intensidade do tamanho do mundo.
(Angélica Tasso)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O vazio

Meu amor é a cadeira com pé quebrado que tiraram do salão antes que alguém se machucasse. Então me recuso a sentar em outras e vivo entre o cansaço e o medo de cair de mim mesma.

((texto Tati Bernadi))

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mind the gap

Crônica de Martha Medeiros

Quem já viajou para outros países, especialmente os de idioma inglês, e andou de metrô, já deparou com o aviso que há em cada estação subterrânea. Ou está escrito no chão, ou os alto-falantes avisam: Mind the gap. Significa cuidado com o vão. Não caia. Não dê um passo em falso. Fique atrás da linha amarela. Não avance. Não arrisque cair nos trilhos. Mind the gap. Mind the gap.

Estava eu, numa noite de sábado, assistindo em casa ao filme Notas de um Escândalo, cujo atrativo maior é o duelo de duas grandes atrizes, Cate Blanchett e Judi Dench, quando a personagem da insatisfeita Cate saiu-se com essa frase: “Temos que ter cuidado com o vão. Que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é”.

A distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é.

Mind the gap, pois a queda é dolorosa. Mantenha-se com os pés firmes na vida que você tem. Claro que a vida sonhada é determinante para a busca da felicidade, claro que é essa vida “do lado de lá” que nos mantém despertos, claro que o sonho é mais inspirador do que a realidade, porém, cuidado com o vão. É onde a gente se machuca.

O túnel de uma estação de metrô costuma ser recheado de cartazes publicitários. Fotos de ilhas caribenhas para vender cartão de crédito, fotos de mulheres sublimes para vender cosméticos, fotos de casais jovens e apaixonados para vender roupas. Um mundo lindo e perfeito, sem tédio, sem dívidas, sem solidão. Ali, do outro lado do vão.

E a gente olhando tudo isso, parado, em pé, segurando uma mochila pesada, enquanto espera o trem.

Se você está viajando a turismo, se está em outra cidade ou em outro país, de certa forma já está do lado de lá do vão, está vivendo um instante de deslumbramento, em que se encontra longe de casa, longe do trabalho, com algum dinheiro pra gastar, com tempo livre, tirando umas férias da rotina e de você mesmo: não seria essa a descrição perfeita de “a vida que você sonha”?

Férias é sempre um passeio por essa outra vida, a idealizada.

Mas pense bem: imagine uma vida eterna de prazeres, sem hora para dormir nem para acordar, com o mundo bem resolvido, o céu sempre azul, um amor tranquilo, champanhe e caviar dia e noite. Uma semana, um mês, dez anos sem motivos pra chorar, sem um compromisso a cumprir, sem um desafio.

Fazendo essa transferência, consigo me ver estampada nas paredes de uma estação, eu e minha vida de comercial de cartão de crédito, olhando aquela outra mulher na plataforma oposta, em pé, esperando o trem para levá-la a uma reunião de trabalho, a um encontro que pode frustrá-la ou surpreendê-la, a um bairro em que pode estar chovendo, a um acontecimento que deixará seu coração palpitando, e penso que talvez eu continuasse angustiada com a imensa distância que há entre a vida que a gente sonha e a vida como ela é.

Estamos sempre de olho na outra margem, na plataforma de lá. E o vão nunca some.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Esse homem toma coca zero - parte 2

As cantadas (piadas) seguem:

1) Ele: Meu nome é Arlindo, mas pode me chamar de Lindo, porque quando estou com você ficou sem ar...
A Desavisada: ((meu Deus!!!))

2)Ele: Você pra mim é um google.
A desavisada: Porque ??
Ele?: Porque tudo que eu procuro encontro em você

ESSA SÓ NUM BAR
3) Ele: Garçom só traz a batata frita porque o filé já chegou!
A desavisada: ((sai de fininho))



Ele não toma só coca zero, toma também H2O.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Esse homem toma coca zero

Essa outra história é de um amigo, muito diferente do anterior.
Olha só o nível de cantada:

1)Ele: Está sentindo cheiro de tinta?
A desavisada: não...
Ele: É que está pintando um clima...

2) Ele: Se você ficar comigo, faço você esquecer o Jorge.
A desavisada: Que Jorge?
Ele: Tá vendo já esqueceu...

3) Ele: Cadê o papel?
A desavisada: Que papel?
Ele: Que você veio embrulhada. Você é um bombonzinho.

E o que é pior, tem gente que cai. Ui!

O perfil dele: toma coca zero e adora jogar playstation... Então cuidado!